Tá precisando que chova na sua cidade? Me chame que eu faço chover!!

É isso mesmo, eu não sei mais o que fazer pra afastar de mim essas nuvens negras da maldição do carro lavado. Não entendeu? Eu explico meu nobre colega.

Certamente não sou o único ‘provilegiado’, mas com toda certeza do mundo minha porcentagem de ‘acertos’ está perto dos 100% de aproveitamento. Então me diga aí se você já dedicou uma manhã inteira de domingo pra dar aquele trato bacana na caranga? Acordou mais cedo com aquela disposição, tempo ensolarado, dia típico pra quem acha, assim como eu, que lavar seu carro é uma terapia. Pois é, hoje foi assim.

Botei o celular pra despertar as 7h30 pra não ter que encarar o sol muito forte, separei todo o ‘super-kit’ de lavagem automotiva que possuo, contendo: shampoo neutro, cera líquida, limpra vidros, pretinho pro pneu, silicone para as partes plásticas, esponja para autos e minhas várias fraldas (sim, uso fraldas para secar meu bebezão). Lógico que não é da Pampers que eu tô falando né, e sim aquelas fraldas de pano, que são muito boas pois são absorventes e macias. Só quem tem carro preto como eu sabe o quanto é preciso truques e artimanhas para deixar essa bendita cor com aparencia bonita, pois qualquer coisinha mínima já te traz um risco ou uma mancha nova. E consequentemente um novo aborrecimento também.

Enfim, coloco o carro pra fora e começo a lavagem. Tudo corre normalmente, dou aquele trato na parte externa, depois uma atenção especial nas rodas e pneus e por fim a parte interna do carro, a minha preferida. Dá pra ligar o sonzinho e ficar ali curtindo uma música enquanto dou aquela geral nos bancos, painel, tapetes, vidros e tudo mais para finalizar a ‘terapia’.

A MALDIÇÃO

Depois de quase quatro horas de trabalho, a recompensa vem com o carro brilhando, pneus pretissimos , rodas limpinhas e aquele interior sem uma poeirinha sequer. Sensação de orgulho e dever cumprido.

Tudo certo né? Não meu amigo, não. A nuvem negra que me acompanha nos dias de lavagem de carro estava a caminho para me pregar mais uma peça. De novo. Outra vez. Sempre.

As 14h30 decido ir ao shopping para comprar algumas coisas que eu precisava pra viagem de reveillón. Olho pro céu, algumas nuvens e sol. Nem o mais pessimista dos pessimistas diria que iria chover, mas EU carrego comigo a maldição do carro lavado, não se esqueçam disso. Aliás, eu é que não deveria ter esquecido.

E a profecia se concretizou.

Cheguei ao shopping, estacionei e entrei. Tudo sob controle. Fiz minhas comprinhas num típico programa de índio, afinal o local estava lotado para minha surpresa. Sinal de que muita gente errou no presente e foi trocar, o que causou a inédita situação onde a fila do caixa não tinha quase ninguém e a de trocas estava bombando. Pelo menos nisso eu tive sorte.

3h32 minutos depois…

E essa mesma sorte foi pulverizada quando botei o pé fora do shopping. Fiquei ali parado, em choque, não acreditando no que eu via. Um verdadeiro dilúvio. Só não coloquei as mãos na cabeça porque estavam ocupadas com as sacolas. Broxante, essa é a palavra.

Mais uma vez choveu no dia em que eu lavei o carro, e pior, mais uma vez eu não estava com o carro na garagem. Resultado: Praticamente quatro horas do meu domingo foram jogados no lixo junto com vários litros de água, alguns mililitros de sampoo, e minha paciência. E certamente amanhã cedo eu irei acordar com um dia lindo de sol e um carro sujo como antes na garagem.

Pelo menos tenho uma coisa para comemorar. Eu não tinha encerado o carro.

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